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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Compras coletivas realizam sonhos de consumo com descontos de até 90%

por Verena Cervera

A cada minuto, o mais importante meio de comunicação do Século XXI se inova, seja com o surgimento de novos e inúmeros portais, ou ainda pelas redes sociais. Uma dessas inovações mais recentes são os sites compra coletivas. Nos Estados Unidos, esse tipo de página eletrônica existe há três anos, mas no País, a prática só se tornou conhecida há pouco mais de um ano. O “boom” do setor, no entanto, aconteceu em janeiro de 2011, quando os sites atingiram um total de 1025, segundo um levantamento feito pelo site Bolsas de Ofertas.

Para os usuários, esses sites de compra coletiva são uma “mão na roda” na hora de adquirir um produto ou serviço, tamanha a economia. Cristina de Melo, 43, é consumidora assídua. Ela compra desde pacotes em salões de beleza a pacotes de viagens e garante que estas compras são seguras. “Nunca tive problema algum, muito pelo contrário, só vantagens. É legal que muita gente compra, então, a economia é enorme. Pude realizar todos os meus sonhos de consumo, coisa que, com o preço normal, jamais conseguiria".

No entanto, é preciso estar atento e não sair comprando em qualquer site que envie uma oferta tentadora para os e-mails. Seguir a dica de um amigo ou parente pode ser uma boa solução para evitar que não se receba pelo que se paga.

Vivian de Araújo Alves, 25, estudante de Direito, efetuou duas compras em um desses sites. A primeira foi um  tratamento capilar oferecido por um famoso salão de beleza de São Paulo.  “Comprei e liguei pra agendar em novembro, mas só tinham horário para março. Expliquei não iria esperar quase cinco meses para um corte e uma hidratação e eles devolveram o dinheiro”, conta a estudante.

Febre na rede, as compras coletivas têm cada vez mais adeptos (Verena Cervera)
A segunda foi uma viagem para Búzios. Segundo Vivian, desde que comprou a oferta tenta agendar uma data para usufruir do pacote, mas o hotel está sempre cheio. “Ligo para agendar  e o hotel nunca tem vagas. O pior é que o prazo para eu usar acaba agora em novembro", explica. Apesar desses dois contratempos, ela encara tudo com muito bom humor. “Acho que esse tipo de compra dá certo, eu é que sou azarada", diz.

Bancos retomam atividades após 20 dias de paralisação

por Gabriela Caetano
Os bancos dos principais estados brasileiros retomaram suas atividades. Depois de três semanas de negociação, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e o Comando Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) aprovaram um reajuste de 9% sobre os salários, retroativo a 1º de setembro, e 12% de reajuste no piso da categoria, que passa de R$ 1.250 para R$ 1.400 para a função de escriturário.

A categoria entrou em greve no final de setembro, quando foi solicitado um aumento de 12,8% no piso salarial, e, em resposta, as entidades patronais estabeleceram o reajuste em 7,8%. "Desde o início da campanha, os bancários estavam apontando que é importante conquistar aumento real de salários, valorização no piso, aumento nos valores da participação nos lucros e resultados e melhoria nas condições de trabalho”, afirmou a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira.

Cartazes indicam a paralização dos bancários (divulgação)
O Comando Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) informou que a maioria dos sindicatos de bancários do país aprovou a nova proposta apresentada pela Fenaban, entre eles o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

Entenda o que muda com o horário de verão

por Rayalla Brandão
                   
No último mês de outubro entrou em vigor no Brasil o horário de verão. Ele teve início à meia-noite de 16 de outobro e terminará no mesmo horário do dia 26 de fevereiro de 2012. A medida consiste em adiantar os relógios em uma hora e vale para os moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País.

Somente no ano passado, o horário diferenciado resultou na economia de 4,4% da demanda de energia, segundo o Ministério de Minas e Energia. Aproveitar a luz do dia no novo horário possibilita ao trabalhador praticar esportes e fazer planos do dia a dia após o expediente de trabalho.

Há quem diga que adiantar os ponteiros não gera nenhuma vantagem para o País no consumo de energia elétrica, como prevê a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). No entanto, segundo o órgão, o aproveitamento da luz no período mais crítico do dia, ou seja, das 18h às 21h, reduz de 4,5 a 5% o consumo durante os meses do horário.

O administrador de empresas, Rafael Toledo, acredita que perde uma hora de seu dia e que a justificativa é inútil ."Isso é uma tradição que ninguém tem coragem de mudar. Acho que tudo é muito cômodo para quem criou", afirma.

Já a editora, Andressa Alves, adora a mudança de horário e já faz planos para a próxima semana: "quero voltar para a academia, porque adoro esse horário. Quando saio do trabalho ainda está claro, não é perigoso e fico com mais disposição para realizar outras tarefas. Quero afazer academia e passear mais com meu cachorro”, relata.

Na Bahia, o único estado nordestino adotar o horário de verão, os protestos em torno do assunto geraram muita polêmica. Para os trabalhadores, o governo do Estado cedeu à pressão dos empresários e a mudança vai prejudicar o trabalhador, pois ele pode enfrentar problemas de transporte e locomoção acordando uma hora mais cedo.

Embora pareça algo recente, devido às constantes deficiências energéticas do País, o horário foi criado no verão de 1931, mas até 1967 era implantado de formas isoladas e sem um critério apurado. Após 18 anos sem que o horário fosse instituído, foram criadas ações por parte do governo para racionar água nos reservatórios das hidrelétricas. Com a proximidade das festas de fim de ano, o consumo é mais alto, o que provocou a escolha do início do horário adotado.

Selo verde torna-se foco de empresas brasileiras

por Neayra Viana

A palavra sustentabilidade atualmente permeia as mais diferentes organizações. Preocupadas com o meio ambiente, as chamadas empresas verdes preocupam-se com a diminuição do efeitos da poluição e demais ações que geram impacto ambiental, aumentando a cada ano os investimentos na área de qualidade de vida dos funcionários, e diminuição de uso de recursos de fonte não renovável. e valores.

No Brasil, as empresas que mais investem nesse novo segmento são o Banco Itaú e a Natura Cosméticos. As duas estão sempre nas principais pesquisas sobre sustentabilidade empresaria, assim como a Vale do Rio Doce, Ambev, Banco Bradesco etc.

No 1º prêmio da revista Época Empresa Verde, foram 20 empresas ganhadoras, sendo o Banco Itaú e a Natura estavam entre essas companhias. Entre os quesitos que ajudaram ambos a conquistarem tais colocações estão o fato de fornecerem a seus funcionários uma ampla área verde em suas sedes principais, bem como acesso a academias e clubes. Outras ações incorporadas pelas duas organizações incluem a presença de coletores de lixo seletivos em todos os departamentos, uso de papel reciclado, reutilização de água, captação da água da chuva para molhar as plantas, e lavagem das áreas externas das empresas.

O estagiário Charles Viana, diz que a qualidade de vida que o Banco Itau proporciona aos seus funcionários é diferente de outras empresas, além de ser estimulante. Já o funcionário Gustavo Ramos, acha que outras empresas poderiam seguir a mesma política de incentivar projetos e programas que estimulem as pessoas a cuidar do planeta.

De acordo com a assessora de imprensa da Natura, Lívia Lemos, a empresa a cada ano investe em mais projetos que zelam pela preservação ambiental e cultural.

Em pesquisa da revista Exame, a Natura foi eleita a empresa mais preocupada com a sustentabilidade do país. No ano passado este posto era do Banco Itaú.

Novas tecnologias invadem as escolas públicas

por Claudinéia Santos

O Ministério da Educação e Cultura (MEC) afirmou que vai distribuir tablets nas escolas públicas a partir de 2012, com o objetivo de universalizar a tecnologia para os alunos.

De acordo com o Ministro da Educação, Fernando Haddad, o MEC está em processo de mudança e os tablets fazem parte desse processo. "Estamos investindo mais de 70 milhões nas compras desses equipamentos portáteis, que devem chegar às mãos desses estudantes no ano que vem", disse o ministro.

Alunos do Ensino Médio como Gabriela Duarte, 15, estão adorando a ideia. "Perdemos muito tempo para nos deslocarmos até os laboratórios de informática e com a chegada dos tablets, poderemos ficar na própria sala e acessarmos o conteúdo sem sairmos de lá", justifica Gabriela.

Além dos estudantes, as escolas também se preparam para receber os novos equipamentos. Carlos Manoel, diretor da escola pública da zona leste José Righetto Sobrinho, informou que está animado com a ideia e tem planos de como trabalhar os tablets junto com as disciplinas.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

CET altera traçado da São Silvestre

por Marcos Teixeira

A 87ª Corrida Internacional de São Silvestre teve o local de chegada alterado. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a intenção é evitar que os espectadores da prova se misturem ao público que vai acompanhar o Reveillón da Paulista, evento que marca a virada de ano em São Paulo.

A partir deste ano, o fim da corrida será na Praça Túlio Fontoura, em frente ao Obelisco do Ibirapuera. Apesar da mudança, o percurso segue tendo 15 km, que é a distância mínima exigida pela Associação das Federações Internacionais de Atletismo para que figure no circuito internacional de corridas de rua.

A  festa na largada, ao lado do MASP (divulgação)

O jornalista Sérgio Patrick, que cobre a prova há 13 anos, não gostou da medida. “Além de tradicional, a parte final da corrida caracterizava o grande esforço para, logo em seguida, oferecer a alegria da chegada”, lamenta Patrick, que também se mostra apreensivo com o risco de lesões por causa de o sprint final acontecer na descida da Avenida Brigadeiro Luiz Antonio. “O final de uma prova desgastante como a São Silvestre num declive acentuado pode provocar lesões nos joelhos dos atletas por causa do alto impacto para as articulações.”, alertou Patrick.

Mas também há quem goste da idéia. É o caso do superintendente técnico da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), professor Martinho Nobre dos Santos. “O melhor (da mudança) é que a chegada acontecerá em um lugar amplo, com melhores condições de assistência aos corredores”, considera. “Além do mais, evita-se a confusão entre os que vão apenas ver a corrida e os que querem assistir ao reveillón”, completou.

Não é a primeira vez que a chegada muda de local. Na década de 1980, quando ainda era disputada à noite, a São Silvestre chegou a terminar em frente ao Estádio do Pacaembu.

Abaixo as entrevistas com Sérgio Patrick e Martinho Nobre dos Santos na íntegra:

Entrevista com Sérgio Patrick:
Frente e Verso: Uma boa parte final do trecho da Av. Brigadeiro Luis Antônio é em descida. Qual é o perigo de um sprint nessa situação?

Sérgio Patrick: De acordo com especialistas, o final de uma prova desgastante como a São Silvestre num declive acentuado pode provocar lesões nos joelhos dos atletas por causa do alto impacto para as articulações.

FV: Culturalmente, qual é o impacto que pode causar a mudança da chegada de um ponto tão emblemático como a Avenida Paulista?

SP: Pessoalmente, acho uma pena tirar da SS a graça da chegada na Paulista, especialmente depois da subida da Brigadeiro. Além de tradicional, a parte final da corrida caracterizava o grande esforço para, logo em seguida, oferecer a alegria da chegada. Imaginar que a mudança tenha sido influenciada pelo reveillón da Paulista também me parece lamentável, pois a dispersão dos atletas da SS poderia ser feita, por exemplo, na pista contrário da própria Paulista ou nas ruas laterais e paralelas.

FV: Existem pontos positivos na mudança?

SP: O ponto positivo é a ideia de aumentar o número de participantes para até 40 mil pessoas, o que coloca mais gente numa prova tão tradicional. Esse aumento, no entanto, também tem que ser feito com ajustes na largada, que já está apertada na Paulista. Além disso, que é algo mais prático, considero a própria discussão em torno da alteração no evento algo saudável, sinal da importância que se dá hoje para a corrida de rua e para uma prova como a SS e de que tem gente que não acomoda quando não concorda com uma situação, mas protesta de forma inteligente e respeitosa.

Entrevista com Martinho Nobre dos Santos:
Frente e Verso: A parte final do trecho da Av. Brigadeiro Luis Antônio é em descida. Qual é o perigo de um sprint nessa situação?

Martinho Nobre dos Santos: Apesar de um grande declive apresentar riscos maiores de lesão, agravados se houver chuva, entendemos que os riscos não serão maiores do que o trajeto atual, pois mantém-se aclives e declives do antigo percurso. O final da Brigadeiro já é plano e os atletas seguirão assim nos últimos metros até a chegada.

FV: Culturalmente, qual é o impacto que pode causar a mudança da chegada de um ponto tão emblemático como a sede da Fundação Cásper Líbero?

MNS:O impacto, em nossa opinião, será pequeno em relação ao prédio da Fundação, pois desde que o jornal “A Gazeta Esportiva” deixou de circular de forma impressa, já não existe uma relação grande entre o edifício e a prova; o impacto será maior pelo fato da chegada não mais na Av. Paulista. Mas isto também já será esquecido na edição de 2012.

FV:Existem pontos positivos?

MNS: O mais positivo de todos é a chegada poder ser realizada num local amplo, em que os atletas poderão ter uma maior assistência da organização e dispersão, bem como o retorno dos participantes as suas casas e locais de hospedagem, sem haver a mistura e confusão com a festa de réveillon na Av. Paulista.

Cresce o número de jovens que consomem bebidas alcoólicas

por Thiago Albino

Pesquisa realizada este mês pela Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (ABEAD) revela que os brasileiros estão experimentando bebidas alcoólicas com cada vez menos idade. De acordo com o estudo, atualmente adolescentes entre 12 e 13 anos já estão ingerindo este tipo de bebida, sendo que, nos anos 1970, a primeira dose acontecia entre os 14 e 15 anos.

A genética e a influência familiar são os principais motivos para o fácil acesso. Segundo Paulo Nosé, 32, clinico geral do Hospital São Paulo, os adolescentes não se preocupam com as consequências que o álcool pode trazer no futuro, e utilizando a droga lícita em grandes quantidades.

Nas proximidades de faculdades e escolas, é comum ver estudantes ingerindo bebida alcoólica abusivamente. Fato este comprovado com dados da Secretária Nacional Antidrogas (Senad), que mostram que cerca de 81% dos jovens com até 18 anos já experimentaram algum tipo de bebida com álcool. “Na maioria dos casos, o alcoólatra não assume a doença e cria um vinculo diário com a bebida, causando consequências a longo prazo”, afirma Paulo Nosé.
 

Bebidas e jovens: combinação cada vez mais comum (divulgação)

Falta de reflexo, sono, excesso de coragem e agressividade são os primeiros sintomas do excesso de glicose no corpo. Depois disso, os problemas podem se agravar, causando cirrose, câncer no fígado e esteatose hepática, que é o acumulo de gordura no fígado.

Francisco Rodrigues, 59, dependente há 35 anos, assume o alcoolismo e diz sofrer com as dores e inchaços causados pela bebida. Ele reconhece sua dependência e afirma ter tentando se livrar do vício diversas vezes. “Quem mais sofre com isso é a minha família, assim como foi difícil ver meu pai falecer devido a anos de bebida”, afirma.

O Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (Grea) do Instituto de Psiquiatra do Hospital das Clínicas, em São Paulo (SP), fez um levantamento que apontou que 15% da população brasileira é alcoólatra. No entanto, há diversas associações e grupos de apoio que ajudam os dependentes a resolverem esses problemas, como os Alcoólicos Anônimos (AA), ou o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPSAD), ambos gratuitos.

Projeto garante alternativas à mobilidade urbana dos trabalhadores

por Laíze Ropelato

Um dos grandes problemas enfrentados pelos habitantes das grandes metrópoles é o tempo de deslocamento de casa para o trabalho. Pensando nisso, a jornalista Tatiane Ribeiro idealizou o projeto chamado “Está na Área”, que consiste em criar um website que reunirá interessados em trabalhar perto de casa ou realizando home office com empresas que oferecem essa possibilidade.

O objetivo é reduzir o estresse e problemas de saúde como dores no corpo, obesidade e colesterol dos trabalhadores gerados pelas horas perdidas no trânsito ou no transporte público. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), estima-se que os moradores de grandes metrópoles gastam quase três horas no trânsito de casa para o trabalho.

As empresas que aplicaram a política do home office em suas contratações conseguiram redução de custos em itens como vale transporte, vale refeição e espaço físico da própria companhia. Outro quesito em que houve diminuição de incidentes foi o afastamento por licença médica. Além disso, houve aumento de produtividade dos funcionários.

Para os empregados, trabalhar em casa pode significar ter mais tempo com a família, pois ganha-se tempo ao não ter que se deslocar. Outro fator positivo é o planejamento do horário da jornada de trabalho, que possibilita fazer cursos, agendar consultas médicas, entre outras coisas, nos horários livres.


Trabalhar em casa é mais comum do que se imagina (divulgação)

Por outro, existem pessoas que são contrárias a esse conceito. Esse é o caso do professor universitário e jornalista Fabio Venturini que participou de um processo seletivo de uma empresa que oferecia a possibilidade de home office: “Acho que a iniciativa é ruim. Primeiro porque você perde a vontade de ficar em casa. Tudo fica misturado. Fora isso, é a questão de socialização com os outros funcionários. Fazer home office deixa as pessoas distantes e frias”, afirmou.

O projeto de Tatiane está em fase de captação de recursos e ainda não tem previsão para ser colocado em prática.

Prefeitura detalha projetos da CPTM, METRÔ e EMTU para a Zona Leste

por Magno Rocha
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O secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, apresentou na sede da Obra Social Dom Bosco, em Itaquera, os principais projetos do Metrô, CPTM e EMTU/SP para os próximos anos. O seminário "Infraestrutura e sistema viário para a Copa de 2014 e o desenvolvimento da Zona Leste" também contou com a presença dos secretários municipais Gilmar Tadeu (Secretaria Especial de Articulação da Copa) e Miguel Bucalem (Desenvolvimento Urbano), além do Padre Rosalvino Viñayo, presidente da Obra Social Dom Bosco e um dos principais líderes da região.

A Zona Leste, que tem cerca de 4 milhões de habitantes, pleiteia a abertura da Copa no Brasil no estádio que está sendo construído na região e que já foi confirmado pela FIFA.

Fernandes mostrou a situação atual da rede metroferroviária e como ela estará em 2014. "Queremos transmitir a vocês uma forte dose de otimismo, uma expectativa positiva para a região nos próximos cinco anos, com projetos já em andamento e outros que virão. E esse processo é inevitável", disse.

Entre os destaques, o secretário falou sobre a Linha 3-Vermelha do Metrô, que conta com 47 trens em operação e os sistemas de sinalização estão sendo modernizados. "Hoje, esta linha está quase em seu limite, com intervalos de 100 segundos no horário de pico. Com os trens reformados, mais os novos sistemas, vamos conseguir reduzir esse intervalo para 85 segundos", explicou.


O secretário Jurandir Fernandes (divulgação)

Outra novidade apresentada foi o projeto do corredor de ônibus metropolitano desenvolvido pela EMTU que ligará o ABC paulista a Guarulhos. O corredor conectará os corredores metropolitanos Guarulhos-São Paulo (Tucuruvi) e ABCD (São Mateus - Jabaquara), dois polos industrializados do estado. 

O trânsito nosso de cada dia

por Laíze Ropelato
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A palavra trânsito já virou sinônimo da capital paulista. Todos os dias, carros e mais carros lotam as principais vias, causando transtornos e dificultando a vida de quem precisa se deslocar de um ponto a outro.
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Muito argumentam que usam o carro por não poderem contar com um sistema de transporte público eficiente e de qualidade, mas, no fim das contas, todos saem perdendo: passa-se menos tempo com suas famílias por estarem presos ao trânsito, o ar fica cada vez mais poluído, além do fato de o estresse tomar conta de cada motorista.

E o problema é maior do que se pensa: a cidade ultrapassou o número de sete milhões de veículos. Esse montante foi atingido em março deste ano, segundo o Departamento de Trânsito do Estado de São Paulo (DETRAN). Este não é o único índice que impressiona. Em setembro de 2011, foram registrados 220 km de lentidão nas principais vias da cidade. O motivo do recorde: um acidente na Marginal do Rio Tietê e um caminhão quebrado na Avenida dos Bandeirantes.

Divulgação (UOL)
Ainda assim, o especialista em trânsito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Celso Mariano, afirmou: “Dificilmente a cidade irá parar. O tráfego vai continuar lento, mas as chances de uma paralisação geral são mínimas”.

Algumas soluções são propostas para a redução dos índices de congestionamento, como a criação de centros de logística nos arredores do Rodoanel, o que tiraria os caminhões da cidade. Outras, a longo prazo, são os investimentos do governo em transporte público, “apesar do grande número de usuários, ainda temos poucos quilômetros de trens da CPTM e do metrô”, completa o especialista. As áreas de estacionamentos e zona azul também devem ser revistas.

Segundo Mariano, os custos altos para se manter um automóvel, como o IPVA (Imposto sobre propriedade de veículos automotores) e o seguro obrigatório, além dos impostos sobre o valor de compra, podem inibir a aquisição de um veículo, além de incentivar o uso do transporte público.

Enquanto as soluções não chegam, cabe aos paulistanos contarem um pouco mais com a paciência e o jogo de cintura para enfrentar a rotina do trânsito em São Paulo.

Diadema e São Caetano do Sul incentivam a arte

por Érick Cirqueira

A Mostra Cultural de Diadema, realizada anualmente na cidade, aconteceu nos dia 29 e 30 setembro de 2011. O propósito é revelar talentos espalhados pela cidade em um único lugar, o Teatro Clara Nunes, localizado no centro do município. Para tanto, os artistas são divididos em diferentes grupos, entre eles Artes Cênicas em Dança, Teatro e Circo, Artes Integradas, Artes Visuais, Audiovisual, Humanidade e Música, sendo oferecido um prêmio de R$ 9.560 para o vencedor do evento. Este ano o total de trabalhos expostos foi de 260 obras.

Abertura da Mostra de Artes Visuais, em Diadema (Imagem Marcos Luiz)

Já em outra cidade do ABCD paulista, São Caetano do Sul, foi realizada a primeira Virada Cultural, em comemoração aos 134 anos da fundação do município. Denominada pelos organizadores de Revirando São Caetano, o evento aconteceu entre os dias 27 e 28 de julho e contou com 24 horas ininterruptas de atividades culturais espalhadas pelos pouco mais de 15 km ² que a cidade ocupa.
 
O evento teve a presença de aproximadamente 10 mil pessoas, entre adultos e crianças, somente no primeiro dia de atividades. A arte da dança, teatro, música e circo contagiaram todos com suas apresentações e encenações durante todo o dia. A parte da festa mais esperada por todos foi o corte do bolo, feito com estilo ao som do Grupo Lúmen, com um repertório musical variado.

Grupo Ares, que se apresenta em São Caetano do Sul (divulgação)

De acordo com a Secretaria de Cultura de São Caetano (Secult), o Revirando serviu para integrar a região do ABCD, incentivar a participação dos movimentos artísticos e trazer bagagem cultural à população local. Tamanho sucesso, inclusive, fez com que os idealizadores já começassem a planejar a segunda edição do evento para 2012.

Música feita à mão

por Marcel Otsuka
Luthier, termo francês que vem da palavra luth e significa alaúde, é o profissional que conserta e fabrica instrumentos musicais de forma artesanal. Originalmente, somente os artesãos que trabalhavam com instrumentos que possuíam caixa de ressonância – violinos, violões, contrabaixos etc. – eram considerados luthiers. Aos poucos, o conceito começou a abranger profissionais que trabalham com qualquer tipo de instrumento musical.

De acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os luthiers “projetam instrumentos musicais, distinguem acústicas de materiais para a fabricação dos instrumentos musicais e preparam matérias-primas para confecção dos instrumentos. Confeccionam componentes dos instrumentos, realizam acabamentos, montam, afinam, consertam e vendem instrumentos musicais”.

No Brasil, a maioria dos luthiers não frequentou uma escola para aprender o ofício. Rocker, um luthier que está há mais de 20 anos na profissão, entrou em contato com luthieria quando trabalhava na linha de montagem de guitarras da fábrica Dolphin. Começou como ajudante e chegou ao cargo de líder e encarregado de montagem em 1994, ano em que a fábrica fechou. Logo depois, abriu uma oficina de luthieria no bairro Jabaquara, Zona Sul de São Paulo. Foi requisitado por bandas como Made In Brazil e o músico Paul McCartney para fazer a manutenção de seus instrumentos musicais. Rocker define seu ofício como “Arte, amor, paixão, musicalidade” e complementa: “Entrego o instrumento como se fosse meu”.

Rocker mostra sua arte (Imagem: Marcel Otsuka)
O luthier mais famoso foi Antonio Giacomo Stradivari, exímio artesão de violinos do século XVIII. Em março deste ano, um violino Stradivarius foi vendido por 16 milhões de euros em um leilão destinado a auxiliar as vítimas do tsunami no Japão. Com efeito, a luthieria é uma profissão que se confunde com o artesanato, visto que os instrumentos confeccionados com as melhores técnicas e criatividade possuem status de obra de arte e alcançam valores extravagantes no mercado.

Emissoras de TV usam vídeos da Internet para ganhar audiência

por Carla Fernandes

Nos últimos dois anos, os canais de TV do mundo inteiro estão utilizando vídeos caseiros, postados em redes sociais para garantir audiência em seus programas. Do entretenimento ao jornalismo, com um custo zero para produção, exibir esse tipo de conteúdo – quase sempre sem qualidade de som e imagem – prende todos os tipos de público.

Alguns programas aqui no Brasil enxugam o orçamento de produção, eliminado redatores, assistentes, editores, porque não precisam mais de mão de obra efetiva de criação, já que a Internet cumpre grande parte deste tipo de trabalho. Segundo a coordenadora do programa Manhã Gazeta, da TV Gazeta, Glaucia Marzenatti, alguns profissionais utilizam ferramentas online como um trunfo. “Os vídeos são para divertir e chocar seus telespectadores, estratégia para prender a atenção com cenas reais e sem custo”, afirma.

Emissoras de TV e até canais na própria Internet exibem vídeos com conteúdos que remetem ao humor negro e acabam aquecendo o mercado publicitário, que vende produtos em inserções comerciais, aproveitando a boa audiência conseguida.

Para o diretor Laércio Albino Alves, do programa feminino Mulheres também exibido pela TV Gazeta, esse tipo de recurso para prender um telespectador é no mínimo desrespeitoso com uma equipe de produção que trabalha duro para manter a qualidade e credibilidade junto ao público.

A empresa representada pelo Google aqui no Brasil foi procurada para fornecer alguns dados de exibições dos vídeos, mas nenhum diretor quis fornecer essas informações.
Clique aqui e confira.