quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O trânsito nosso de cada dia

por Laíze Ropelato
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A palavra trânsito já virou sinônimo da capital paulista. Todos os dias, carros e mais carros lotam as principais vias, causando transtornos e dificultando a vida de quem precisa se deslocar de um ponto a outro.
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Muito argumentam que usam o carro por não poderem contar com um sistema de transporte público eficiente e de qualidade, mas, no fim das contas, todos saem perdendo: passa-se menos tempo com suas famílias por estarem presos ao trânsito, o ar fica cada vez mais poluído, além do fato de o estresse tomar conta de cada motorista.

E o problema é maior do que se pensa: a cidade ultrapassou o número de sete milhões de veículos. Esse montante foi atingido em março deste ano, segundo o Departamento de Trânsito do Estado de São Paulo (DETRAN). Este não é o único índice que impressiona. Em setembro de 2011, foram registrados 220 km de lentidão nas principais vias da cidade. O motivo do recorde: um acidente na Marginal do Rio Tietê e um caminhão quebrado na Avenida dos Bandeirantes.

Divulgação (UOL)
Ainda assim, o especialista em trânsito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), Celso Mariano, afirmou: “Dificilmente a cidade irá parar. O tráfego vai continuar lento, mas as chances de uma paralisação geral são mínimas”.

Algumas soluções são propostas para a redução dos índices de congestionamento, como a criação de centros de logística nos arredores do Rodoanel, o que tiraria os caminhões da cidade. Outras, a longo prazo, são os investimentos do governo em transporte público, “apesar do grande número de usuários, ainda temos poucos quilômetros de trens da CPTM e do metrô”, completa o especialista. As áreas de estacionamentos e zona azul também devem ser revistas.

Segundo Mariano, os custos altos para se manter um automóvel, como o IPVA (Imposto sobre propriedade de veículos automotores) e o seguro obrigatório, além dos impostos sobre o valor de compra, podem inibir a aquisição de um veículo, além de incentivar o uso do transporte público.

Enquanto as soluções não chegam, cabe aos paulistanos contarem um pouco mais com a paciência e o jogo de cintura para enfrentar a rotina do trânsito em São Paulo.

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