por Verena Cervera
O futuro é algo que preocupa a todos, mas algumas pessoas pensam além (e no além) e resolvem contratar um serviço inusitado: o consórcio funerário. Os planos custam entre R$ 15 e 45 por mês, e podem incluir caixões com esculturas em altorrelevo, flores especiais para o enterro, cafezinho e biscoito para os visitantes durante o velório.
Para vencer a concorrência, algumas funerárias do interior e da grande São Paulo oferecem ainda os chamados “benefícios em vida”, que consistem em descontos em consultas médicas, odontológicas e exames.
Há pacientes que aderem ao plano apenas para usufruírem dos benefícios. Mas tais benefícios podem ir contra a lei, pois funcionam como um plano de saúde, porém sem estar registrados na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), como manda a lei.
No entanto, esses planos mirabolantes confundem o sofrimento da morte com uma oportunidade de ganhar dinheiro. É o caso da Funerária Central, que fica em Barueri (SP), e anuncia em um programa televisivo chamado "Conversa de Botequim” promoções no estilo “pague um e leve dois”. Durante o merchandising, o telespectador é avisado que, se o nome do programa for mencionado na funerária, o cliente ganha uma coroa de flores, a missa de 30° dia e duas carpideiras para chorarem na beira do caixão. Já se o nome do proprietário for falado na funerária, a pessoa ganha um desconto de 45%.
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