por Marcel Otsuka
Luthier, termo francês que vem da palavra luth e significa alaúde, é o profissional que conserta e fabrica instrumentos musicais de forma artesanal. Originalmente, somente os artesãos que trabalhavam com instrumentos que possuíam caixa de ressonância – violinos, violões, contrabaixos etc. – eram considerados luthiers. Aos poucos, o conceito começou a abranger profissionais que trabalham com qualquer tipo de instrumento musical.
De acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os luthiers “projetam instrumentos musicais, distinguem acústicas de materiais para a fabricação dos instrumentos musicais e preparam matérias-primas para confecção dos instrumentos. Confeccionam componentes dos instrumentos, realizam acabamentos, montam, afinam, consertam e vendem instrumentos musicais”.
No Brasil, a maioria dos luthiers não frequentou uma escola para aprender o ofício. Rocker, um luthier que está há mais de 20 anos na profissão, entrou em contato com luthieria quando trabalhava na linha de montagem de guitarras da fábrica Dolphin. Começou como ajudante e chegou ao cargo de líder e encarregado de montagem em 1994, ano em que a fábrica fechou. Logo depois, abriu uma oficina de luthieria no bairro Jabaquara, Zona Sul de São Paulo. Foi requisitado por bandas como Made In Brazil e o músico Paul McCartney para fazer a manutenção de seus instrumentos musicais. Rocker define seu ofício como “Arte, amor, paixão, musicalidade” e complementa: “Entrego o instrumento como se fosse meu”.
O luthier mais famoso foi Antonio Giacomo Stradivari, exímio artesão de violinos do século XVIII. Em março deste ano, um violino Stradivarius foi vendido por 16 milhões de euros em um leilão destinado a auxiliar as vítimas do tsunami no Japão. Com efeito, a luthieria é uma profissão que se confunde com o artesanato, visto que os instrumentos confeccionados com as melhores técnicas e criatividade possuem status de obra de arte e alcançam valores extravagantes no mercado.
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