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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Diadema e São Caetano do Sul incentivam a arte

por Érick Cirqueira

A Mostra Cultural de Diadema, realizada anualmente na cidade, aconteceu nos dia 29 e 30 setembro de 2011. O propósito é revelar talentos espalhados pela cidade em um único lugar, o Teatro Clara Nunes, localizado no centro do município. Para tanto, os artistas são divididos em diferentes grupos, entre eles Artes Cênicas em Dança, Teatro e Circo, Artes Integradas, Artes Visuais, Audiovisual, Humanidade e Música, sendo oferecido um prêmio de R$ 9.560 para o vencedor do evento. Este ano o total de trabalhos expostos foi de 260 obras.

Abertura da Mostra de Artes Visuais, em Diadema (Imagem Marcos Luiz)

Já em outra cidade do ABCD paulista, São Caetano do Sul, foi realizada a primeira Virada Cultural, em comemoração aos 134 anos da fundação do município. Denominada pelos organizadores de Revirando São Caetano, o evento aconteceu entre os dias 27 e 28 de julho e contou com 24 horas ininterruptas de atividades culturais espalhadas pelos pouco mais de 15 km ² que a cidade ocupa.
 
O evento teve a presença de aproximadamente 10 mil pessoas, entre adultos e crianças, somente no primeiro dia de atividades. A arte da dança, teatro, música e circo contagiaram todos com suas apresentações e encenações durante todo o dia. A parte da festa mais esperada por todos foi o corte do bolo, feito com estilo ao som do Grupo Lúmen, com um repertório musical variado.

Grupo Ares, que se apresenta em São Caetano do Sul (divulgação)

De acordo com a Secretaria de Cultura de São Caetano (Secult), o Revirando serviu para integrar a região do ABCD, incentivar a participação dos movimentos artísticos e trazer bagagem cultural à população local. Tamanho sucesso, inclusive, fez com que os idealizadores já começassem a planejar a segunda edição do evento para 2012.

Música feita à mão

por Marcel Otsuka
Luthier, termo francês que vem da palavra luth e significa alaúde, é o profissional que conserta e fabrica instrumentos musicais de forma artesanal. Originalmente, somente os artesãos que trabalhavam com instrumentos que possuíam caixa de ressonância – violinos, violões, contrabaixos etc. – eram considerados luthiers. Aos poucos, o conceito começou a abranger profissionais que trabalham com qualquer tipo de instrumento musical.

De acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os luthiers “projetam instrumentos musicais, distinguem acústicas de materiais para a fabricação dos instrumentos musicais e preparam matérias-primas para confecção dos instrumentos. Confeccionam componentes dos instrumentos, realizam acabamentos, montam, afinam, consertam e vendem instrumentos musicais”.

No Brasil, a maioria dos luthiers não frequentou uma escola para aprender o ofício. Rocker, um luthier que está há mais de 20 anos na profissão, entrou em contato com luthieria quando trabalhava na linha de montagem de guitarras da fábrica Dolphin. Começou como ajudante e chegou ao cargo de líder e encarregado de montagem em 1994, ano em que a fábrica fechou. Logo depois, abriu uma oficina de luthieria no bairro Jabaquara, Zona Sul de São Paulo. Foi requisitado por bandas como Made In Brazil e o músico Paul McCartney para fazer a manutenção de seus instrumentos musicais. Rocker define seu ofício como “Arte, amor, paixão, musicalidade” e complementa: “Entrego o instrumento como se fosse meu”.

Rocker mostra sua arte (Imagem: Marcel Otsuka)
O luthier mais famoso foi Antonio Giacomo Stradivari, exímio artesão de violinos do século XVIII. Em março deste ano, um violino Stradivarius foi vendido por 16 milhões de euros em um leilão destinado a auxiliar as vítimas do tsunami no Japão. Com efeito, a luthieria é uma profissão que se confunde com o artesanato, visto que os instrumentos confeccionados com as melhores técnicas e criatividade possuem status de obra de arte e alcançam valores extravagantes no mercado.

Emissoras de TV usam vídeos da Internet para ganhar audiência

por Carla Fernandes

Nos últimos dois anos, os canais de TV do mundo inteiro estão utilizando vídeos caseiros, postados em redes sociais para garantir audiência em seus programas. Do entretenimento ao jornalismo, com um custo zero para produção, exibir esse tipo de conteúdo – quase sempre sem qualidade de som e imagem – prende todos os tipos de público.

Alguns programas aqui no Brasil enxugam o orçamento de produção, eliminado redatores, assistentes, editores, porque não precisam mais de mão de obra efetiva de criação, já que a Internet cumpre grande parte deste tipo de trabalho. Segundo a coordenadora do programa Manhã Gazeta, da TV Gazeta, Glaucia Marzenatti, alguns profissionais utilizam ferramentas online como um trunfo. “Os vídeos são para divertir e chocar seus telespectadores, estratégia para prender a atenção com cenas reais e sem custo”, afirma.

Emissoras de TV e até canais na própria Internet exibem vídeos com conteúdos que remetem ao humor negro e acabam aquecendo o mercado publicitário, que vende produtos em inserções comerciais, aproveitando a boa audiência conseguida.

Para o diretor Laércio Albino Alves, do programa feminino Mulheres também exibido pela TV Gazeta, esse tipo de recurso para prender um telespectador é no mínimo desrespeitoso com uma equipe de produção que trabalha duro para manter a qualidade e credibilidade junto ao público.

A empresa representada pelo Google aqui no Brasil foi procurada para fornecer alguns dados de exibições dos vídeos, mas nenhum diretor quis fornecer essas informações.
Clique aqui e confira.